Enxaqueca: o que é, sintomas e quando buscar ajuda médica
Você já teve uma dor de cabeça tão forte que precisou parar tudo o que estava fazendo? Isso pode ser enxaqueca, um dos tipos de dor de cabeça mais comuns que existem. Mas afinal, o que é enxaqueca, por que ela acontece e quando ela deixa de ser só uma dor de cabeça chata para virar um problema que precisa de acompanhamento médico?

O que é enxaqueca (e qual a diferença para uma dor de cabeça comum)
A dor de cabeça, ou cefaleia, é uma das queixas mais comuns em qualquer consultório médico. Ela pode ser aguda, passageira, ou crônica, quando volta com frequência e precisa de investigação mais cuidadosa.
De forma simples, as dores de cabeça são divididas em dois grupos: as primárias, quando a dor de cabeça é a própria doença, e as secundárias, quando ela é consequência de outro problema de saúde, como uma infecção, uma pancada na cabeça ou uma alteração no corpo que precisa ser tratada.
A enxaqueca, também chamada de migrânea, é o tipo mais conhecido e mais comum de dor de cabeça primária. Ela costuma ser mais frequente em mulheres e pode variar de crises leves até crises que impedem a pessoa de continuar o dia normalmente.

Quais são os sintomas da enxaqueca
A enxaqueca tem algumas características que ajudam a diferenciá-la de uma dor de cabeça comum:
Dor pulsátil, que lateja, geralmente concentrada em um lado só da cabeça
Piora com esforço físico, como caminhar, abaixar ou subir escadas
Sensibilidade à luz (fotofobia), quando a pessoa sente necessidade de ficar em ambientes mais escuros
Sensibilidade a barulho (fonofobia), quando o som incomoda mais do que o normal
Aura em alguns casos: alterações visuais como pontos brilhantes ou perda temporária de parte da visão, além de formigamento ou dificuldade para falar, que podem aparecer um pouco antes ou durante a crise
Por que a enxaqueca acontece
Os cientistas ainda não sabem exatamente por que a enxaqueca acontece, mas os estudos mostram que o cérebro de quem tem enxaqueca fica mais sensível a estímulos, principalmente em uma região na parte de trás da cabeça. Isso deixa os neurônios, as células responsáveis por levar os sinais nervosos, mais propensos a disparar uma crise de dor.
Alguns fatores do dia a dia podem aumentar ou diminuir essa sensibilidade. É por isso que, com o tempo, quem convive bastante com situações que pioram a dor pode notar as crises ficando mais frequentes e mais demoradas, até a dor de cabeça se tornar um quadro crônico.
Quando a dor de cabeça exige atenção médica
Nem toda dor de cabeça precisa de investigação, mas alguns sinais merecem atenção:
A dor de cabeça está acontecendo com frequência, várias vezes por mês
As crises estão mais longas ou mais fortes do que antes
A dor está atrapalhando o trabalho, o sono ou as atividades do dia a dia
Você não sabe identificar o que piora ou o que melhora a sua dor
Nesses casos, o acompanhamento médico ajuda a entender a frequência das crises, os fatores relacionados, a duração e o tipo de dor, para chegar a um diagnóstico mais preciso e um tratamento que realmente funcione para você.
Sua dor de cabeça está virando um problema frequente?
Se a sua dor de cabeça vem se repetindo ou parece estar cada vez mais forte, não precisa esperar para entender o que está acontecendo. Quanto antes a avaliação acontece, mais rápido fica o caminho para um diagnóstico claro e um tratamento de verdade.
A Dra. Isabella Olivo é médica clínica geral, pós-graduanda em medicina da dor, com atendimento online para pacientes em todo o Brasil.
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Fonte:
International Association for the Study of Pain (IASP) — iasp-pain.org
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